julho 2015

cuide da sua autoestima

Para quando o desânimo bater

Em algum momento você se sentirá cansado. Sentirá que luta uma batalha perdida, começará a se questionar se o seu trabalho tem valor e chegará pensar em desistir. Imprima esse texto, leve-o com você e, quando o momento chegar, lembre-se do que vou te dizer agora.

Seja qual for a sua luta, seja qual for a sua missão, seja qual for o seu trabalho, ele tem valor diante do mundo.

Todos nós temos uma missão, um propósito, uma tarefa que nos foi confiada e que devemos executar.

Não importa o quão grandiosa sua missão possa parecer aos outros ou da pequenez de que lhe possam acusar, ela é sua, e nenhuma outra pessoa no mundo pode se apropriar dela ou executá-la por você. É a sua tarefa e deve ser cumprida com dedicação, amor e fé.

Seja qual for a sua missão, ela repercutirá e impactará positivamente o mundo. Se o seu propósito for libertar a humanidade do sofrimento, estimular o desenvolvimento humano ou simplesmente ser autêntico e genuinamente você, ele lançará no mundo uma fagulha, que se transformará em chama e incendiará almas e corações em busca de transformação, amor e paz.

Às vezes, temos a sensação de que lutamos em vão. Às vezes pensamos que não há ninguém a ouvir nossas mensagens ou a compartilhar nossos pensamentos. Chegamos a acreditar que lutar não vale a pena e que nos equivocamos ao escolher viver a nossa missão.

Sim, eu sei como se sente. Pode ter certeza que muitos de nós experimentam ou já experimentaram essa sensação. Mas, o fato de ser compartilhada por muitos não quer dizer que ela seja verdadeira. Não!

A nossa missão é algo muito maior do que a gente. E, justamente por ser maior do que nós, muitas vezes ela produz seus resultados em lugares que os nossos olhos ainda não conseguem alcançar.

A nossa mensagem se espalha e se propaga. Propaga-se no tempo, no espaço, passa de boca em boca, de gesto em gesto, de exemplo em exemplo, e alcança exatamente quem deveria alcançar.

Muitas vezes aqueles que nos escutam, nos veem ou leem nossos escritos não são os destinatários da mensagem que trazemos, mas meros instrumentos para que ela alcance quem verdadeiramente precisa dela.

O que eu te escrevo pode até não fazer sentido para você agora, mas as palavras foram lançadas e um dia alguém ao seu lado precisará ouvir exatamente o que eu digo agora. Provavelmente isso sequer chegará ao meu conhecimento, mas, do lado de cá, meu coração está aquecido porque eu acredito e vivo o meu propósito.

Sim, talvez a gente não presencie as transformações, a gente não veja os resultados acontecerem diante dos nossos olhos, mas, só porque você não presenciou os impactos que sua mensagem causou em alguém, não quer dizer que ela tenha sido em vão.

É como o semeador, que talvez nunca veja germinar a semente que lançou à terra. Talvez nunca veja a linda árvore em que ela se transformará, mas o seu filho se aproveitará de sua sombra e se alimentará de seus frutos.

Nunca faça calar a sua voz por medo de que ninguém lhe ouça. Nunca interrompa o seu trabalho por acreditar ser em vão. Nunca deixe de lutar pelo que acredita e nunca deixe de acreditar em você.

Uma mudança de era…

“Não é uma era de mudanças, é uma mudança de era.” – disse ontem Dudu Obregon, fundador da Perestroika BH, na palestra sobre futurismo, enquanto, ali na plateia, eu vivia um daqueles momentos disruptivos. O meu mundo parou e minha mente criou vida própria, vislumbrando o cenário da realidade que já começa a se desenrolar diante de nós.

É uma mudança de era. O mundo, tal como o conhecemos hoje, dando lugar a um mundo completamente novo, inteiramente desconhecido, e a gente ali no meio, (sobre)vivendo a tudo isso.

Não tem como ouvir essa frase e não sentir um frio na barriga. Dá medo. Assusta. É desconcertante. É desconfortável.

De repente você percebe que tudo aquilo que hoje para você é conhecido, certo e seguro, virou passado. Suas certezas? Em um piscar de olhos, virando pó. E o desconhecido é a nova realidade.

Venhamos e convenhamos, o mundo muda. Tudo se transforma a cada minuto, a cada segundo, bem aqui, diante de nossos olhos. Ok, ok. Sei que você está tão corrido na sua vida agitada, cheia de compromissos, horários, trânsito, contas e afins, que nem mesmo percebe essa mudança toda acontecendo, mas, acredite em mim, ela não vai embora só porque você escolheu fechar os olhos para ela.

Resistir é inútil. Ignorar é insano. Fechar os olhos para a realidade é tão sensato e prudente quanto guardar uma conta no fundo da gaveta e achar que ela sumirá ou se pagará sozinha, apenas porque foi escondida no meio da bagunça.

A mudança é a única coisa estável nas nossas vidas. Ela existe a cada nanossegundo. E, por mais que a gente queira, não dá pra se agarrar na pedra cheia de lodo e tentar ficar lá pra sempre. Escorrega, até que seus dedos não aguentam.

A tendência da água é mesmo correr rio abaixo, então, ao invés de lutar contra a correnteza, porque não se deixar levar, abrir os braços e reparar no céu? Resistir dá mais trabalho. Lutar contra a correnteza, bater nas pedras do fundo, tentar respirar enquanto se agarra, engolir água… Nada agradável.” – Do livro Criativo e Empreendedor, Sim Senhor – da Rafaela Cappai.

Será mesmo que ignorar ou resistir é a opção mais inteligente? Acho que já deu pra ver que não, né?

Mas, e como lidar com tudo isso, como viver essa mudança de era? Como se adaptar, flutuar com a correnteza, curtir a paisagem e de quebra aproveitar para pegar um bronze?

Respira fundo. Inspira, expira e vem comigo, porque a resposta é mais simples do que parece.

A única maneira de passar ileso por tudo isso é fortalecer a base. Não, não estou falando de base antiaérea ou abrigo antimísseis, estou falando de você mesmo, seu mundo interior, a sua base, aquela que é resultado da soma: autoconhecimento + autoestima + autoconfiança.

Para lidar com esse cenário que se desenrola é fundamental você saber quem é de verdade, e respeitar e admirar isso! É você ter toda a clareza possível sobre si mesmo, reconhecer suas forças, suas fraquezas, seu potencial e suas limitações. É descobrir a fórmula mágica, essa mistura de ingredientes que, juntas dentro de um mesmo caldeirão, forma VOCÊ – uma pessoa única, exclusiva, especial e interessante pra caramba!

Essa autoconsciência é que será sua fonte de força. É ela que vai fazer com que você bata no peito com orgulho, se assuma diante do mundo e vá lá pra fora aproveitar a nova era para construir as suas oportunidades!

Nos dias de hoje o que mais vemos por aí são pessoas buscando do lado de fora alguma coisa para tapar o buraco do vazio que há do lado de dentro. Ao invés de olharem para si mesmas, identificarem e resolverem suas demandas internas, essas pessoas passam tal responsabilidade para o mundo, procurando do lado de fora a pecinha que falta para os seus quebra-cabeças.

O problema é que elas não fazem ideia de qual o desenho dos seus quebra-cabeças, elas não sabem sequer se ali dentro há de fato um quebra-cabeças, e buscam desesperada e atabalhoadamente o maior número de peças para suprir necessidades que elas nem mesmo sabem se têm.

Isso é muito doloroso, concorda? É doloroso porque elas se jogam em uma corrida maluca sem destino para chegar, uma gincana eterna que nenhuma prova é capaz de encerrar, porque elas não sabem o objetivo que têm que atingir para o sofrimento chegar ao fim.

E, se isso já é doloroso hoje, quando o mundo lá fora lhes é “conhecido”, dentro de suas zonas de conforto, como será o amanhã para essas pessoas, quando tudo que elas tinham hoje como certo simplesmente virar passado e todas as suas certezas virarem nada mais do que história diante desse novo e desconhecido mundo?

Se hoje é doloroso, amanhã será insuportável!

Por outro lado, temos aquele que desde já se prepara para a vida, mergulhando no autoconhecimento, fortalecendo sua base interior, sua autoestima, sua autoconfiança. Se esse cara hoje já é capaz de viver bem e em paz consigo mesmo, amanhã ele será um criador de oportunidades. Esse cara é o ser humano do futuro, que sabe que, por mais que o mundo mude, sempre haverá um lugar especial para ele, isso porque ele não ficou sentado esperando as coisas acontecerem, mas decidiu ele mesmo arregaçar as mangas e criar o seu lugar especial, o seu lugar ao sol, ou à sombra, ou mesmo dentro da piscina (o lugar é dele e ele o constrói onde bem entender ;-))!

Bom, mas isso tudo é e sempre será nada além de uma escolha sua. Resistir ou se entregar, olhar para fora ou olhar para dentro. Escolhas, escolhas e mais escolhas.

“Não é uma era de mudanças, é uma mudança de era.” E você, como escolhe passar por isso tudo?

A bola está contigo, o seu futuro está nas suas mãos, mas, sabe, algo me diz que não preciso me preocupar contigo, porque você saberá tomar a melhor decisão!

Então, Vem Comigo!