Ah, a empatia!

Você sabe o que é empatia?

Eu não sabia. Eu era uma dessas pessoas que achava que empatia e simpatia eram sinônimos. Eu até conhecia as diferenças teóricas entre elas, mas para mim, na prática, era tudo a mesma coisa.

Empatia, nas minhas rasas e resumidas palavras, é a capacidade de sentir o sentimento do outro como se fosse o seu próprio.

Mais resumidamente ainda: empatia é sentir com.

Empatia não é tentar retirar a dor do coração do outro, mas sim compreender que ele está sofrendo (e muito) por aquilo. Sim, aquilo, para você, pode até parecer uma bobagem, mas, para ele, é algo muito, mas muito importante.

Ser empático não é questionar as causas, não é julgar, não é tentar minimizar o sofrimento. Ser empático é ater-se ao sentimento, é perceber o sofrimento, é saber o que é sofrer. É se lembrar que um dia você já sofreu também e que você sabe o quanto é doloroso.

O mais incrível da empatia é que ela não precisa de muitas palavras para se manifestar. Na verdade, não precisa de palavra alguma. Ela acontece apenas com um olhar de amor, em meio a um silêncio acolhedor que diz: eu estou aqui com você.

Ser empático é levar a comunicação para a mudez amorosa e compreensiva, que abraça, acolhe e consola. É claro que o silêncio pode dar lugar às palavras de conforto, desde que se limitem a dizer: Eu sei o que você está sentindo. Você não está sozinho!

Eu já te adianto que não é lá muito fácil praticar a empatia, principalmente quando há amor envolvido. Ao vermos alguém que amamos sofrendo, é meio que instintivo querer tirar a dor do coração da pessoa o mais rápido possível. Nessa, soltamos frases do tipo: “Não acredito que você está assim por causa dessa bobagem! Você consegue ver o quanto isso é bobo?”. Nessa, não somos empáticos, porque nossa tentativa atabalhoada de consolar acaba por dizer que nós não compreendemos e não respeitamos a dor alheia.

É, não é fácil mesmo, mas, quando você consegue… Ah, cria-se um elo, um vínculo, uma coisa linda chamada conexão! E, por ela, valem a pena todas as nossas tentativas.

Eu comecei nossa conversa dizendo que eu sempre achei que empatia e simpatia fossem a mesma coisa. Sim, é verdade, até o dia em que fui tratada com empatia. Quando alguém, no auge da minha dor, olhou nos meus olhos com muita sinceridade, sorriu-me com complacência e deixou que o seu gesto falasse por si só.

Naquele momento eu me senti amada e acolhida. Naquele momento, enfim, eu entendi.

Por um mundo com mais conexão e empatia! Então, vem comigo!