autoestima

cuide da sua autoestima

Pare de sabotar a sua autoestima

Quer cultivar uma boa autoestima? Então você precisa admitir uma coisa: pegar pesado consigo mesma não está funcionando. Durante toda a sua vida você foi dura consigo mesma, despejando toneladas de críticas e julgamentos cruéis sobre si durante anos a fio. Agora, faça uma análise desse comportamento: deu certo? Isso fez com que você se sentisse melhor ou que se motivasse a se tornar uma pessoa melhor?

Hum… acho que não, né? Então por que insistir nesse padrão falho? Por que continuar se punindo, criticando, julgando e destacando suas falhas?

Como você pode perceber, isso não vai te levar a lugar algum. Ou melhor, vai sim, esse comportamento vai te conduzir a um lugar de tristeza, desamor e baixa autoestima.

Sempre que você se critica e ressalta seus defeitos, você passa para o seu inconsciente a mensagem de que você é inadequada, que não é boa o suficiente e que não é merecedora de amor, felicidade, sucesso e coisas boas.

Esse comportamento é um golpe fatal na sua autoestima, que se enfraquece a cada nova crítica.

Não adianta vir me dizer que apontar os seus erros é o caminho para o autoaprimoramento, pois não é! Você não se torna melhor ou mais autoconfiante ao enfiar o dedo nas próprias feridas e apontar suas falhas de forma rude e agressiva. Ninguém se sente incentivado e estimulado dessa maneira.

E a maior prova do que acabei de falar é que você tem feito isso durante toda a sua vida e não conseguiu se amar ou valorizar mais dessa forma. Então, eu repito, por que continuar assim?

Eistein (aquele lindo) já dizia que “insanidade é continuar fazendo sempre a mesma coisa e esperar resultados diferentes”. Então, para cultivar o amor-próprio e uma boa autoestima, chegou a hora de mudar esse comportamento.

Experimente romper com o padrão das críticas e reprovação. Procure olhar para si mesma com olhos mais generosos, cultivando o carinho e autocompaixão e você verá o quanto as coisas mudarão aí dentro de você e, claro, no mundo ao seu redor.

É só você pensar em como seria essa prática em um relacionamento com outra pessoa. Você amaria alguém que vive te insultando, criticando, julgando e apontando seus erros? Você teria vontade de agradar e cuidar de alguém que te proferisse todo o tipo de ofensa e diminuísse você todos os dias? Não seria muito mais fácil amar e cuidar de alguém que te lembrasse todos os dias o quanto você é importante e especial? Como você se sentiria na presença de alguém que se importa com você, que te valoriza e aprecia?

Não precisa muito esforço para adivinhar que será muito mais fácil gostar da pessoa com este último padrão de comportamento, né?

É exatamente igual no relacionamento com você mesma

Você vai apreciar e gostar muito mais de você a partir do momento que começar a adotar uma postura mais carinhosa e generosa consigo mesma. O crescimento será um caminho muito mais natural e fácil quando você passar a apreciar e ressaltar suas características positivas e parar de ficar colocando o dedo nas feridas da sua alma.

Isso tudo depende de você e é um padrão de comportamento que pode ser cultivado, começando agora mesmo.

Para isso, experimente listar 5 coisas que você admira e aprecia em você.

Pegue papel e caneta e mostre para você mesma que você está disposta a se tratar com mais carinho e reconhecer tudo de bom que você já tem, que você já é!

Assim que terminar, escreva aqui nos comentários dizendo como você se sentiu ao dar esse novo passo! Quero muito saber mais sobre você 🙂

Então, vem comigo!

Pare de esperar: o amor nunca vai chegar.

Volta e meia ouço por aí pessoas dizendo que estão esperando o amor chegar em suas vidas. Esse tipo de afirmação sempre tem um quê meio poético, meio romântico, mas chegou a hora de acabar de uma vez por todas com essa ilusão.

Olha, sinto muito ter de ser eu a portadora de tão más notícias, mas o amor NUNCA vai chegar.

Não me entenda mal, não sou uma dessas pessoas amargas que não acreditam no amor ou que têm nessa palavra o sinônimo de “sofrimento inevitável”.

Não é nada disso. Eu acredito muito no amor, sou completamente alucinada por ele e afirmo, sem medo de errar, que o amor está presente em todos os momentos da minha vida.

Só que não posso ser conivente com esse tipo de pensamento que te ilude e faz sofrer, de que o amor chegará em sua vida, em uma bela tarde primaveril, arrebatando o seu coração e te levando em um cavalo branco rumo ao felizes para sempre.

Isso é uma grande ilusão!

Não sei qual é o problema da nossa sociedade com o amor, nem por que as pessoas insistem em idealizar esse sentimento ou até mesmo em estipular um padrão sobre o jeito certo de amar. Também não consigo entender a origem desse ideal do amor que chega de repente, como a solução de todos os problemas, fazendo você experimentar a verdadeira felicidade.

A única coisa que eu sei é que quem inventou (e também quem propaga) essa história não entende patavinas sobre o amor.

Pensar que o amor é algo que chega na forma de uma outra pessoa e te convida para a felicidade é tão sensato e racional como achar que a solução para os conflitos da humanidade será trazida por extraterrestres verdes e cabeçudos, que desembarcarão na Terra em uma espaçonave toda paramentada com luzinhas multicoloridas.

Bizarro? Mas essa imagem é tão “real” quanto a idealização do amor que vem de fora, personificado em um príncipe encantado.

O amor vai sim acontecer na sua vida, mas para isso ele precisa existir primeiro dentro de você.

Para experimentar as maravilhas de uma vida repleta de amor, ter um relacionamento amoroso saudável e viver todos os dias de forma intensa e verdadeira, você precisa cultivar o amor por você mesma.

Buscar o amor do lado de fora, como forma de fugir da solidão ou de suprir esse vazio que existe aí dentro é fonte certa de frustração e sofrimento, pois ninguém será capaz de te dar aquilo que não existir primeiro dentro de você.

Se você não se conhece, não se ama, não se valoriza, nem se respeita, é impossível que alguém faça isso por você. O outro não tem condições de realizar uma tarefa que é apenas sua. E, por mais que ele tente com toda a dedicação do mundo, você nunca ficará satisfeita e sempre terá aquela sensação de que está faltando alguma coisa. Isso sem falar em todos os malefícios que a falta de amor-próprio provoca em um relacionamento, tais como ciúmes, inveja, intolerância.

Já dizia Osho com sua sabedoria oriental “Antes que você possa se relacionar com alguém, relacione-se consigo mesmo. Este é o requisito básico para se sentir realizado. Sem ele, nada é possível. Com ele, nada é impossível.”

Você tem dentro de si uma fonte abundante e inesgotável de amor, pois o amor faz parte de quem você é. Para acessar esse sentimento maravilhoso e permitir que ele floresça também do lado de fora, volte-se para dentro. Comece a se conhecer de verdade, a resgatar a sua essência, desfazendo-se desse personagem que você construiu ao longo da vida movida por aquela sensação de que você não é boa o bastante.

Você é boa o bastante. E é incrível, especial, única e merecedora de todo o amor desse mundo. Então, permita-se sentir todo esse amor e carinho por você mesma. Trate-se com gentileza e cuidado, cuide de si mesma com carinho e descubra o quanto você é linda e interessante. Apaixone-se por você.

Deixe vir ao mundo todo esse amor que existe aí dentro e você o verá transbordar para o lado de fora, em sua vida, seu trabalho, seus relacionamentos e até mesmo na sua aparência.

Pare de esperar que ele chegue. Comece a cultivar o amor de verdade no único lugar do mundo em que isso é possível: dentro de você.

Então, vem comigo!

Gostou desse texto? Então deixe aqui embaixo o seu comentário me contando mais sobre você. E lembre-se de se cadastrar em minha lista vip, para receber conteúdo exclusivo meu toda semana. É só CLICAR AQUI.

7 Razões para Ser Você Mesmo

Você sempre escuta por aí que deve ser você mesmo. Que deve ser autêntico, verdadeiro e assumir ao mundo a sua personalidade, sem se preocupar com o que os outros vão pensar.

Bom, eu concordo em gênero, número e grau, e hoje vou te dar 7 razões para parar de tentar agradar as pessoas e simplesmente ser você mesmo!

Vamos lá?

1.  “Be Yourself. Everyone else is already taken.” – Oscar Wilde.

Seja você mesmo. Todas as outras personalidades já têm dono. – Essa é a tradução (que não retrata muito bem, preciso dizer) de uma das minhas frases preferidas.

Há mais de 7 bilhões de pessoas no mundo. Mas elas são elas e você é você. Você não pode ser nenhuma delas, então não perca seu tempo tentando, ok?

Parece meio ofensivo, eu sei, mas é profundo e brilhante! Para que perder seu tempo e energia tentando ser alguém que você não é de verdade? É cansativo, desgastante e, como você pôde perceber, uma batalha perdida.

“Mas Carol, eu não gosto de quem eu sou!”

Será mesmo que você não gosta de quem você é? Será que você não tem medo de que as pessoas não te aceitem ou achem que você é inadequado?

Sério. Reflita sobre isso: por que você não gosta de quem você é? Será que você se conhece o suficiente para dizer se gosta ou não? Ou será que é igual a uma daquelas crianças que diz que não gosta de brócolis sem jamais ter experimentado? Será que você tem clareza sobre quem é ou será que vive obcecado e focado em quem você não é?

Você nunca apreciará a si mesmo se não tirar um tempinho para se conhecer. Então, separe logo uns preciosos momentos para saber mais sobre você.

E sabe o que acontece quando faz isso? Você se apaixona perdidamente por si mesmo e fica cada mais difícil (quiçá impossível) tentar ser outra pessoa.

2. Você nunca mais duvidará do amor das pessoas.

Lembra do que conversamos ali em cima sobre ter medo de que as pessoas não gostem de quem você é? Quando você é verdadeiro e autêntico esse medo desaparece, pois as pessoas que ficam ao seu lado só estão ali porque gostam de como você é, não porque você está interpretando uma personagem que considera mais adequado e aceitável!

Isso não é incrível? Eu tenho certeza que as pessoas que estão ao meu lado me amam por mim, pois é só isso que eu mostro a elas, o que eu sou de verdade!

É claro que talvez algumas pessoas se afastem de você, afinal ninguém é obrigado a gostar da gente! As pessoas são diferentes e gostam de coisas diferentes e tá tudo bem! Como diz o ditado: o que seria do azul se todo mundo gostasse do amarelo?

A boa notícia é que você sempre encontrará a sua turma! Sempre haverá quem goste de você do jeitinho que é, sem tirar nem pôr. Talvez você esteja tentando se “encaixar” na turma errada, ou talvez as pessoas que te rodeiam vão amar alucinadamente a pessoa que você é de verdade, mas a única maneira de descobrir isso é…. SENDO VOCÊ MESMO!!!

3. Você evita frustrações.

Se hoje você tenta se esconder ou ser diferente do que é de verdade, tem uma motivação para isso. E, seja qual for a sua motivação, já posso te adiantar que ela é errada!

Talvez esteja buscando a aprovação ou amor de uma pessoa, talvez queira fazer parte de um grupo, conseguir um trabalho, enfim, motivações externas.

O problema de fazer isso é que você pode não obter os resultados que espera. Pode ser demitido do trabalho, ser rejeitado pelo grupo ou aquela pessoa cujo amor você buscava pode te desapontar muito e as coisas não saírem exatamente como o planejado. E quando isso acontecer, ah meu amigo, você conhecerá a famosa frustração e dirá aquelas célebres palavras “Mas depois de tudo que eu fiz por você?”.

E de repente você se vê interpretando um papel sem obter a recompensa esperada. Você não é verdadeiro e nem tem aquilo que desejava. Você tenta responsabilizar o outro e se sente injustiçado por tudo que aconteceu, uma verdadeira vítima.

Só que todo esse dissabor e frustração podem ser evitados. Sim! Você pode (e deve) simplesmente ser você mesmo e se as coisas não saírem do jeito que esperava, você apenas sacode a poeira e segue em frente. Não haverá mais aquela sensação de que perdeu o seu tempo (ou até mesmo toda a sua vida) se esforçando para agradar alguém que não honrou o seu esforço e te machucou.

4. Viver fingindo é muito cansativo.

Se você ainda não se convenceu por nenhum dos motivos acima, saiba que viver tentando ser outra pessoa é extremamente trabalhoso e cansativo! Palavra de quem passou quase a vida inteira fazendo isso!

Pois é! Eu vivi durante muitos anos encenando personalidades e tentando ser diferente do que eu era de verdade, inclusive fisicamente! Claro que naquela época eu não sabia o que estava fazendo, não sabia nem mesmo quem eu era de verdade, mas, ao invés de tentar descobrir, eu tentava ser como as pessoas que eu achava legais. Se eu sofria? Ô… Olha, só posso te dizer uma coisa, sou eternamente grata pelo momento que resolvi jogar tudo pro alto e apenas ser eu. Foi daquele momento para frente que e pude conhecer o verdadeiro significado da palavra felicidade!

Mas como eu estava dizendo, é extremamente desgastante e trabalhoso ter que pensar em cada gesto, cada fala, cada gosto, ou seja, ter que pensar em tudo que se vai fazer, afinal, não queremos ter atitudes erradas ou inadequadas, não é mesmo?

Esses dias eu vi um filme em que a menina fingia ter sotaque britânico. Ela não podia falar nenhuma palavra sem forçar o sotaque e tinha que se policiar o tempo todo. Imagina o quanto é trabalhoso uma coisa dessas? Ah, e adivinhe o que aconteceu? É claro que ela deu uma escorregada e não conseguiu se manter no papel durante todo o tempo!

Então, lembre-se, se você começar a ser uma pessoa diferente, terá que ficar bem atento e despender muita energia para manter o sotaque!

5. Essa é a sua missão!

Você veio ao mundo para ser exatamente quem você é! Em última instância, pode-se dizer que essa é sua missão, esse é o seu propósito de vida!

Você não nasceu para agradar as pessoas, realizar os sonhos da sua mãe ou as vontades do seu pai. Você veio ao mundo com uma única tarefa a ser cumprida (e eu não disse que ela seria fácil. Só para constar!): saber quem você é de verdade, conhecer-se profundamente, ser você mesmo, sem qualquer “se”, “mas”, “porém” ou condição, e saber se amar e respeitar por isso!

Como eu já escrevi em um texto anterior, o que vem depois não é nada além dos desdobramentos e consequências naturais desse autoconhecimento!

6. Assumir quem você é faz muito bem para a sua autoestima.

Grande parte do seu poder pessoal reside em assumir quem você é de verdade. Quando você se conhece, se ama, se respeita e decide que não será nenhuma outra pessoa no mundo a não ser você mesmo, a sua autoestima sofre os reflexos positivos dessa atitude.

Ao se assumir para si mesmo e para o mundo, você passa a se admirar mais e se dá o necessário valor e reconhecimento. Isso dá início a um verdadeiro ciclo virtuoso, afetando sua autoconfiança, sua determinação, sua segurança, suas ações, seus relacionamentos.

O mundo, é claro, reage à sua atitude, retribuindo-te com o mesmo respeito e reconhecimento com que você se trata.
Este foi o ponto da virada da minha vida, o momento a partir do qual tudo se transformou para mim e os frutos dessa escolha são colhidos até hoje em uma vida recheada com muito amor-próprio e realizações.

7. Você muda o mundo!

Quando você faz a escolha de ser você mesmo, dá autorização às pessoas para fazerem o mesmo por elas. Você lhes mostra que há vida além da encenação e que a verdadeira felicidade acontece no momento em que as máscaras caem e a verdadeira essência se torna livre para emergir à superfície e se mostrar ao mundo!

Você contribui para um mundo com mais verdade, autoestima, autoconfiança e amor-próprio. Você se torna a mudança!

Então, como diria meu velho amigo Gandhi “Seja a mudança que você quer ver no mundo.” Seja você mesmo.

Então, vem comigo!

Me ajude a espalhar essa mensagem! Deixe o seu comentário aqui embaixo e compartilhe com os amigos! Vamos juntos pelo mundo que queremos!

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Uma mudança de era…

“Não é uma era de mudanças, é uma mudança de era.” – disse ontem Dudu Obregon, fundador da Perestroika BH, na palestra sobre futurismo, enquanto, ali na plateia, eu vivia um daqueles momentos disruptivos. O meu mundo parou e minha mente criou vida própria, vislumbrando o cenário da realidade que já começa a se desenrolar diante de nós.

É uma mudança de era. O mundo, tal como o conhecemos hoje, dando lugar a um mundo completamente novo, inteiramente desconhecido, e a gente ali no meio, (sobre)vivendo a tudo isso.

Não tem como ouvir essa frase e não sentir um frio na barriga. Dá medo. Assusta. É desconcertante. É desconfortável.

De repente você percebe que tudo aquilo que hoje para você é conhecido, certo e seguro, virou passado. Suas certezas? Em um piscar de olhos, virando pó. E o desconhecido é a nova realidade.

Venhamos e convenhamos, o mundo muda. Tudo se transforma a cada minuto, a cada segundo, bem aqui, diante de nossos olhos. Ok, ok. Sei que você está tão corrido na sua vida agitada, cheia de compromissos, horários, trânsito, contas e afins, que nem mesmo percebe essa mudança toda acontecendo, mas, acredite em mim, ela não vai embora só porque você escolheu fechar os olhos para ela.

Resistir é inútil. Ignorar é insano. Fechar os olhos para a realidade é tão sensato e prudente quanto guardar uma conta no fundo da gaveta e achar que ela sumirá ou se pagará sozinha, apenas porque foi escondida no meio da bagunça.

A mudança é a única coisa estável nas nossas vidas. Ela existe a cada nanossegundo. E, por mais que a gente queira, não dá pra se agarrar na pedra cheia de lodo e tentar ficar lá pra sempre. Escorrega, até que seus dedos não aguentam.

A tendência da água é mesmo correr rio abaixo, então, ao invés de lutar contra a correnteza, porque não se deixar levar, abrir os braços e reparar no céu? Resistir dá mais trabalho. Lutar contra a correnteza, bater nas pedras do fundo, tentar respirar enquanto se agarra, engolir água… Nada agradável.” – Do livro Criativo e Empreendedor, Sim Senhor – da Rafaela Cappai.

Será mesmo que ignorar ou resistir é a opção mais inteligente? Acho que já deu pra ver que não, né?

Mas, e como lidar com tudo isso, como viver essa mudança de era? Como se adaptar, flutuar com a correnteza, curtir a paisagem e de quebra aproveitar para pegar um bronze?

Respira fundo. Inspira, expira e vem comigo, porque a resposta é mais simples do que parece.

A única maneira de passar ileso por tudo isso é fortalecer a base. Não, não estou falando de base antiaérea ou abrigo antimísseis, estou falando de você mesmo, seu mundo interior, a sua base, aquela que é resultado da soma: autoconhecimento + autoestima + autoconfiança.

Para lidar com esse cenário que se desenrola é fundamental você saber quem é de verdade, e respeitar e admirar isso! É você ter toda a clareza possível sobre si mesmo, reconhecer suas forças, suas fraquezas, seu potencial e suas limitações. É descobrir a fórmula mágica, essa mistura de ingredientes que, juntas dentro de um mesmo caldeirão, forma VOCÊ – uma pessoa única, exclusiva, especial e interessante pra caramba!

Essa autoconsciência é que será sua fonte de força. É ela que vai fazer com que você bata no peito com orgulho, se assuma diante do mundo e vá lá pra fora aproveitar a nova era para construir as suas oportunidades!

Nos dias de hoje o que mais vemos por aí são pessoas buscando do lado de fora alguma coisa para tapar o buraco do vazio que há do lado de dentro. Ao invés de olharem para si mesmas, identificarem e resolverem suas demandas internas, essas pessoas passam tal responsabilidade para o mundo, procurando do lado de fora a pecinha que falta para os seus quebra-cabeças.

O problema é que elas não fazem ideia de qual o desenho dos seus quebra-cabeças, elas não sabem sequer se ali dentro há de fato um quebra-cabeças, e buscam desesperada e atabalhoadamente o maior número de peças para suprir necessidades que elas nem mesmo sabem se têm.

Isso é muito doloroso, concorda? É doloroso porque elas se jogam em uma corrida maluca sem destino para chegar, uma gincana eterna que nenhuma prova é capaz de encerrar, porque elas não sabem o objetivo que têm que atingir para o sofrimento chegar ao fim.

E, se isso já é doloroso hoje, quando o mundo lá fora lhes é “conhecido”, dentro de suas zonas de conforto, como será o amanhã para essas pessoas, quando tudo que elas tinham hoje como certo simplesmente virar passado e todas as suas certezas virarem nada mais do que história diante desse novo e desconhecido mundo?

Se hoje é doloroso, amanhã será insuportável!

Por outro lado, temos aquele que desde já se prepara para a vida, mergulhando no autoconhecimento, fortalecendo sua base interior, sua autoestima, sua autoconfiança. Se esse cara hoje já é capaz de viver bem e em paz consigo mesmo, amanhã ele será um criador de oportunidades. Esse cara é o ser humano do futuro, que sabe que, por mais que o mundo mude, sempre haverá um lugar especial para ele, isso porque ele não ficou sentado esperando as coisas acontecerem, mas decidiu ele mesmo arregaçar as mangas e criar o seu lugar especial, o seu lugar ao sol, ou à sombra, ou mesmo dentro da piscina (o lugar é dele e ele o constrói onde bem entender ;-))!

Bom, mas isso tudo é e sempre será nada além de uma escolha sua. Resistir ou se entregar, olhar para fora ou olhar para dentro. Escolhas, escolhas e mais escolhas.

“Não é uma era de mudanças, é uma mudança de era.” E você, como escolhe passar por isso tudo?

A bola está contigo, o seu futuro está nas suas mãos, mas, sabe, algo me diz que não preciso me preocupar contigo, porque você saberá tomar a melhor decisão!

Então, Vem Comigo!

Autoestima em tempos de crise

Autoestima – eu não tenho tempo para essa bobagem.

Você acredita que autoestima é uma coisa supérflua? Que, com tantos problemas que o mundo vem enfrentando, dedicar-se à autoestima é um capricho de gente imatura?

“Eu preciso me preocupar é com como eu vou pagar as contas no final do mês!”

Se as frases acima fizeram sentido para você, primeiro dê uma lidinha nisso aqui e depois volte, pois hoje eu vou te explicar como uma autoestima consolidada é fundamental para superar crises.

Já voltou? Ótimo! Então, continuemos.

A primeira coisa que eu tenho que te dizer é que a autoestima é o maior ativo que uma pessoa tem em sua vida. É como se fosse o seu pote de ouro particular, de onde ela extrairá todos os recursos necessários para se manter.

Quando se tem uma autoestima fortalecida, você acredita em si mesmo. Você tem consciência de seu valor, de suas habilidades, de suas potencialidades. Você sabe que tem dentro de si todas as ferramentas de que precisa para construir a realidade que quiser! Em bom mineirês, você tem a faca e o queijo nas mãos!

Por outro lado, quando sua autoestima está debilitada, você não tem consciência do seu potencial. Por ignorá-los, você não utiliza corretamente os seus dons, talentos e habilidades e, como resultado, você se desespera diante das dificuldades e tem certeza de que as coisas darão errado para você. “Estou fadado ao fracasso”.

A crise é uma excelente geradora de oportunidades, desde que se tenha olhos para percebê-las. E quem é capaz de perceber uma oportunidade e acreditar nela? Apenas aqueles que acreditam em si mesmos, em primeiro lugar!

“Enquanto alguns choram, outros vendem lenços.” – Você já ouviu esse ditado? E quem você acha que são os vendedores de lenços? Sim, são aqueles que acreditam em si mesmos! Aqueles que vêm todos à sua volta se desesperarem, mas têm dentro de si a certeza de que eles não são como todos os outros, eles são únicos! Eles se reconhecem assim, especiais, e não se conformam em sentar e chorar. Eles enxergam que podem e devem fazer alguma coisa de diferente, para obterem os resultados que merecem: os melhores resultados!

Acreditar que você é capaz e merecedor da felicidade é o que te impulsiona a ir além! É o que te faz manter a calma diante das dificuldades e começar a analisar como você pode utilizar tudo aquilo que JÁ TEM para modificar o cenário, tornando-o favorável para você!

E quando eu falo de crises, não me refiro apenas ao cenário econômico nacional/mundial. Eu me refiro a qualquer tipo de problema que você esteja enfrentando exatamente agora, em qualquer área da sua vida! Trabalho, relacionamentos amorosos, finanças, família…

Seja qual for a sua batalha íntima, aí dentro de você já existem as armas necessárias à vitória! O que está faltando na sua vida é apenas um olhar atento para dentro de si. Está faltando fé! Não em Deus ou qualquer que seja a sua crença, mas fé em você mesmo!

O que falta para sua guinada de vida, para a sua virada, para a sua vitória, é acreditar que você pode e merece o melhor! Conhecer e acreditar nos seus dons, nas suas habilidades, no potencial vencedor que há dentro de você e deixar todas essas virtudes virem ao mundo, sem medo, sem vergonha, apenas com toda a sua vontade e gana de ser feliz!

Toma. Eu te entrego agora uma caixa de lenços. O que você fará com ela? Essa decisão determinará o seu presente e seu futuro, então faça uma boa escolha!

Então, Vem Comigo!

Se você quiser saber mais sobre o meu trabalho como Coach de Autoestima e Poder Pessoal, envie um e-mail para contato@entaovemcomigo.com.br será um prazer te ajudar a construir uma base sólida para edificar a vida incrível que você merece!

A verdade por trás do propósito

Nunca antes na história desse planeta se falou tanto sobre propósito, sobre viver o seu sonho, sobre fazer o que você ama e largar tudo para se transformar na pessoa que você tanto quer ser!

Sim, sim, eu também concordo com isso, mas acho que a dimensão e repercussão que esse assunto tomou pode ser bastante perigosa.

Por isso, hoje o “i” a ser pingado (sim, eu adorei essa coisa de botar os pingos nos “is” e isso começou AQUI) é justamente esse tal de propósito, uma coisa muito na moda e que, do jeito que vem sem tratada ultimamente, pode acabar por minar a sua autoestima.

Antes de começar a me explicar melhor, e para evitar que você tenha palpitações e um surto nervoso até o final deste texto, já vou logo te adiantando: eu não vou falar para você largar o seu emprego, ok?!

Ultimamente esse negócio de fazer o que você ama virou meio que uma febre e as pessoas já começam a torcer o nariz quando te escutam dizendo que não vai largar o seu emprego para ser treinador de gaivotas caolhas no sul da Indonésia! “Mas você adora pássaros! É o seu propósito! Queime os seus barcos…!”

Senta aqui, vamos conversar sobre isso.

Em primeiro lugar: que diabos é propósito? Será que é ser vida loka e criar um trabalho maluco, botar uma mochila nas costas e viver de amor? Claro que não!

O seu propósito (e sem dúvidas é a tarefa mais difícil) é saber quem você é de verdade, é se conhecer profundamente. É ser você mesmo, sem qualquer “se”, “mas”, “porém” ou condição, e saber amar-se e respeitar-se por isso! O que vem depois não é nada além dos desdobramentos e consequências naturais desse autoconhecimento e autoamor (sim, essa palavra não existe, me deixa!).

Em segundo lugar: você NÃO precisa sair do seu emprego! Você não precisa criar um negócio maluco, pedir demissão, vender a sua casa ou virar Coach!

Você pode viver o seu propósito sem sequer sair do lugar em que está agora! Encontrar o seu grande sentido, o seu porquê, é uma coisa que acontece aí dentro de você e que naturalmente se reflete no mundo exterior.

Sei que pode ser muito difícil aceitar essa explicação, porque ela é simples e a gente insiste nessa ideia de que o propósito é uma coisa megalomaníaca (ou será que na verdade o que temos é um mega-ego-maníaco?) tipo descobrir a cura da Aids ou acabar com a fome no mundo!

Sim, isso é extremamente louvável, lindo e digno de todos os meus aplausos, mas não é mais ou menos importante do que o Seu João da padaria, que se sente realizado vendendo um pão de sal quentinho e distribuindo sorrisos sinceros para os seus clientes todos os dias de manhã! O Seu João, com certeza, está fazendo o seu movimento para fazer deste mundo um lugar melhor, e ele não precisou se tornar um monge budista ou mudar-se para o Nepal para isso!

Mas e a história de fazer o que ama? Olha, isso é uma verdade, sim! Mas essa frase tem um complemento que acaba ficando esquecido ou abafado pelo brilho reluzente dessa ideia romântica! É assim: você tem que fazer o que ama ou amar o que faz!

O que não dá, minha gente, é ficar vivendo amargurado, odiando o seu trabalho, a sua vida, o cachorro do vizinho ou a cara da apresentadora da TV. E, acredite em mim, se você está nesse ponto, não será uma mudança de trabalho que vai modificar a sua situação. Como diria o poeta, no seu caso o buraco é mais embaixo.

Você pode fazer uma verdadeira transformação na sua vida apenas modificando a maneira como olha para ela! Você pode encontrar novas paixões, novas habilidades, descobrir pequenos (ou grandes) prazeres, incorporar mais dos seus hobbies em sua rotina, criar um novo círculo de amizades, aprender coisas novas, criar um trabalho social, dar mais atenção à sua família, conversar com as pessoas com um sorriso no rosto… E para nada disso você precisa sair do seu trabalho atual.

Você pode até mesmo descobrir uma maneira de canalizar essas suas paixões, talentos e habilidades no trabalho que você já faz!! Olha que sensacional! É só botar a cabeça para trabalhar, sair da caixinha para ver o mundo com outros olhos, e, ao invés de se queixar, começar a perguntar-se como você pode dar o seu toque à vida que você já tem!

Agora, se o seu caso for daqueles em que você de fato quer largar tudo e construir algo absolutamente novo, vai nessa, vai fundo, vai com TUDO! E não se esqueça de que até mesmo para ir com tudo, você precisa se programar e planejar! Talvez a segurança seja um dos seus valores, e precisa ser respeitada para não criar um conflito interno na sua vida (se você não sabe o que são valores, ou quais são os seus, recomendo fortemente que faça um processo de coaching. Isso vai te trazer uma clareza absurda e, inclusive, ajudará nessa transição).

Vejo um monte de gente por aí quebrando a cara e se decepcionando. Gente que tinha mesmo muito talento e vocação, que era do tipo “largar tudo e ir”, mas que queimou os barcos rápido demais, pulou etapas, não se programou, não se planejou e criou para si uma enorme frustração, talvez porque ninguém tenha tido com eles essa conversa que estamos tendo agora.

Viver o seu sonho é fantástico e maravilhoso e, por isso mesmo, precisa ser encarado com a atenção, o respeito e o cuidado que você merece! Então, estude, analise e programe-se antes.

Aí sim, com tudo planejado e todos os seus valores respeitados, você faz o incendiário, queima seus barcos e vai…

Mas, nunca se esqueça que, sem sombra de dúvidas, o mais importante nessa história toda, a grande chave para o seu sucesso, é saber quem você é de verdade e perceber que o simples fato de ser você mesmo e se amar e respeitar por isso, já carrega em si o poder suficiente para transformar a sua vida e o seu mundo!

Então, vem comigo!

Ei, menina, isso não é autoestima!

Precisamos conversar sobre autoestima. Na verdade precisamos conversar sobre o que não é autoestima, porque eu nunca vi um só conceito causar tanta confusão!

Quase a maioria absoluta das pessoas se confunde quando o assunto é esse. Não tem problema, eu também fiz confusão durante um bom tempo da minha vida, mas chegou a hora de colocarmos os pingos nos is.

Mas antes da gente conversar sobre o que significa de fato o termo, melhor deixar bem claro o que NÃO é autoestima:

  • Tirar um milhão de selfies fazendo carão em todas as situações que Mark Zuckerberg possa imaginar e postar no Faceboook. Não, gente, isso é narcisismo! E é um indício de baixa autoestima! (Ahãm, isso mesmo, baixa autoestima).
  • Achar-se (só) linda e gostosa. A autoestima não é só a aparência! Aqui que a maioria se confunde, porque é amplamente difundida essa ideia de que ter uma autoestima elevada é o mesmo que se achar bonita e, o contrário disso – se achar feia, é ter uma baixa autoestima. Basear como você se sente em relação a si mesma apenas com base na sua aparência é o fim da picada. Dessa forma, quando você estiver naquele “bad hair day” o seu mundo virá abaixo, e o seu amor-próprio murcha na mesma medida em que seu corpo incha!
  • Sentir-se mais e melhor do que os outros. Para se sentir mais ou menos que alguém você precisa primeiro se comparar, e a comparação é um indício de insegurança e de baixa autoestima. Quando você busca no outro um termômetro para o seu bem estar é porque as coisas estão bem bagunçadas aí dentro! O único parâmetro que você deve utilizar para fazer suas medições é você mesma!
  • Ver-se maior do que você realmente é. Hoje eu li um texto que falava justamente isso: ver-se além do que você de fato é não passa de um autoengano! Buscar forças em uma personagem que você criou para chamar de “eu” é apenas se iludir e adiar o momento de ficar cara a cara consigo mesma e descobrir quem você é de verdade! A sua força deve vir do reconhecimento do seu próprio valor e isso deve ser o suficiente para você!

Autoestima é como você se vê, e se gosta ou não que vê. É o sentimento de importância, valor e pertencimento que você tem em relação a si mesma!

Nem preciso dizer que “como você se vê” vai muito além dos seus atributos físicos, né? Isso engloba também conhecer suas qualidades, suas limitações, seus talentos, além de ser diretamente influenciado por uma gama enorme de fatores, tais como os resultados do seu trabalho, a qualidade dos seus relacionamentos, a sua vida financeira, enfim, uma infinidade de coisas!

Mas, peraí que precisamos falar sobre mais uma coisa. Tem um outro elemento que é simplesmente indissociável da autoestima: o autoconhecimento!

Claro! Como você pode saber se gosta ou não gosta de alguma coisa que você nem mesmo conhece? Ter uma autoestima baixa sem se conhecer é exatamente o mesmo que faz uma criança dizendo que não gosta de espinafre, sem nunca ter provado! “Mas os meus amiguinhos disseram que é ruim!” Sim, seus amiguinhos dirão que um monte de coisa é ruim, sem que nem eles mesmos tenham experimentado. Seus amiguinhos também te dirão que várias coisas são certas, um monte de outras, erradas, e que você é feia, bonita, alta, baixa, magra, gorda, burra, inteligente…

E, se o que os coleguinhas disserem for o que você leva em conta para formar sua opinião sobre a vida, menina, você está perdida, porque cada coleguinha tem uma visão de mundo diferente e nenhuma delas é feita a partir dos seus próprios olhos e experiências!

A única coisa que deve importar para você mesma é quem você é de verdade (Não quem seus pais, avós, revistas, novelas e qualquer outra pessoa queira que você seja!)! E dedicar-se a esse conhecimento é fundamental para o fortalecimento da sua autoimagem, sua autoestima, sua autoconfiança, como você se portará diante da vida e, o mais importante, é fundamental para você se decidir como o mundo se portará diante de você!

Ter uma autoestima elevada é se reconhecer única no mundo e incrível, exatamente do jeito que é! Não é fazer vista grossa para as suas limitações, não! É enxergar as suas dificuldades e saber que você tem talentos e habilidades que se contrapõem a elas, e buscar nestes últimos a força de que necessita para qualquer superação! É buscar crescer porque você merece ser cada vez melhor, e se tratar com a generosidade, amor e carinho dos quais você se reconhece digna!

É chegada a hora de romper com tudo que você achava que sabia sobre a vida e sobre você mesma até agora e começar a construir uma visão autêntica e verdadeira sobre quem você é de verdade! É chegada a hora de experimentar um amor profundo aí dentro de você: o seu amor próprio, e descobrir nesse amor a fonte de energia para dar uma guinada em sua vida!

Então, comece agora mesmo a se (re)conhecer e se amar pra valer! Então, vem comigo!

E aí, como anda a sua autoestima? Vamos conversar mais sobre isso? Mande um e-mail para carol@entaovemcomigo.com.br ou deixe seu comentário aqui embaixo!

O essencial é invisível aos olhos

Sempre vi muitas mulheres andando sem maquiagem por aí, mas nunca sem que eu me perguntasse: “Como isso é possível?”.

Sentia aquele geladinho na barriga sempre que me imaginava transitando pela rua de cara limpa, completamente lavada, sem um batonzinho sequer…

E todas as minhas imperfeições? O que fazer com elas? Não, obrigada, eu fico com meu corretivo de cada dia e sigo feliz e confiante.

O problema, meu amigo, é que essa tal de vida é faceira e também não é lá muito fã de incoerências.

Explico.

Você com certeza já me viu/ouviu/leu defendendo em brados retumbantes a necessidade de cultivar a autenticidade, de ser exatamente aquilo que você é e não o que as pessoas gostariam que você fosse. (Essa frase é muito a minha cara!)

Até então era exatamente assim que eu achava que vivia. Ahãm…

Se você ainda não percebeu a incoerência, vou deixá-la mais clara: Como pode uma pessoa defender tanto a autenticidade e não ter coragem de mostrar ao mundo quem ela realmente é?

Mas, como não poderia deixar de ser, vem a vida com toda a sua faceirice e me brinda com uma dermatite no rosto, seguida da seguinte declaração médica: “Nenhum cosmético no rosto.”

Respirei tranquilamente, afinal, nada no rosto quer dizer uma maquiagem nude e um rímel incolor, certo? De novo, ahãm…

Nada quer dizer NADA, nem um corretivo, nem um lápis, nem um batonzinho sequer. Pânico? Pois é, dali em diante era apenas eu e nada mais.

Mas o que realmente me chocou foi o que veio a seguir.

Claro que no primeiro momento foi um baque. Nunca me senti tão exposta e vulnerável! Todas as minhas imperfeições, minhas olheiras, as sardas do rosto e aquela palidez incomparável bem ali, ao alcance dos olhos de quem quisesse ver.

O bizarro foi que, bem rapidamente, aquele sentimento de superexposição deu lugar a uma sensação estranha, uma leveza, algo muito diferente do que eu já tinha sentido até então.

Percebi que aquela era a leveza de se viver uma vida sem máscaras, nem mesmo a máscara para cílios. Aquilo era mostrar de forma escancarada ao mundo quem sou eu, debaixo de qualquer tipo de camada. E, ah, como eu gostei!

O medo e angústia deram lugar a um sentimento de amor imenso por mim mesma.

E hoje desfilo minha cara limpa por aí, sentindo-me linda e exuberante, pois, como aprendi com um certo pequeno príncipe, o essencial é invisível aos olhos!

Ps.: não sou contra maquiagem. Ao contrário, sou super a favor. Assim que me liberarem voltarei a usar meu make de cada dia. Só que as pinceladas que se seguirão apenas serão dadas para realçar uma beleza já consolidada dentro do coração.